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Eu, Patrícia, orei, chorei, lutei e acreditei… E venci câncer

  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura

Eu, Patrícia, venci o câncer!”


Houve um tempo em que muitas pessoas tinham medo até de pronunciar a palavra câncer. O diagnóstico era visto como uma sentença de morte, carregado de vergonha e silêncio.


Nesta segunda-feira, 12, o O Regional 247 tem a felicidade de contar a história de Maria Patrícia Ferreira dos Santos, natural de União dos Palmares, uma mulher que venceu a doença e hoje inspira outras pessoas.


“Meus pais eram naturais de Santana do Mundaú, mas nós, filhos, nascemos em União dos Palmares, no Hospital São Vicente de Paulo. Aos 8 anos, fomos morar em Maceió e, há 21 anos, retornei para União”, contou.


Empresária, Patrícia abriu uma das primeiras lojas populares da cidade, a Sulança de Caruaru. “Com apenas 14 anos, eu já tinha uma banca na feira e vendia roupas pelos bairros de Maceió”, relembra.


Já casada e mãe de Andreia (29), Milena (25) e Ewerton (20), foi nesse período que, enquanto tratava uma tuberculose que deixou sequelas, começou também a cuidar do marido, que enfrentava um câncer. “Mesmo com dores, continuei cuidando dele”, disse.


Após o transplante bem-sucedido do esposo, Patrícia iniciou o próprio tratamento contra um câncer de mama agressivo. “Depois de muito sofrimento e da retirada dos seios, fui para o centro cirúrgico colocar próteses, mas o tumor rompeu, e a médica decidiu colocar um expansor mamário. Aquele tumor ter estourado naquele dia foi um milagre de Deus”, afirmou emocionada.


Mesmo doente, Patrícia não parou. Continuou cuidando da casa, trabalhando na loja e compartilhando sua rotina nas redes sociais. “Muitas vezes eu chegava em casa chorando, orava e voltava para trabalhar”, contou. Sem perceber, acabou se tornando inspiração para muitas pessoas.


“A base de tudo foi a minha família. Minhas filhas e minhas irmãs estiveram comigo o tempo todo”, destacou.


Aos 48 anos, Patrícia reflete: “Cada pessoa reage de uma forma ao diagnóstico, mas precisamos tirar algo bom desse momento. Eu disse a Deus que estava pronta, me despi da vaidade, assumi minha carequinha. Um dia, uma criança me perguntou se eu era menino ou menina. Eu apenas sorri, porque estava bem comigo mesma”.


Hoje, ela vive intensamente o presente. “Estou vivendo o hoje! A doença pode voltar, qualquer pessoa pode receber um diagnóstico assim. Por isso, vivo leve, sem reclamar, ao lado de quem amo”.


Católica, Patrícia afirma que sua fé se fortaleceu durante a doença. “Houve muitos momentos em que era só eu e Deus”.


Após vencer o câncer, voltou a estudar e concluiu o ensino médio na Escola Estadual Monsenhor Clóvis. Em agosto de 2025, colocou 300 ml de silicone em cada seio, após a retirada anterior.


Avó de três netos, finaliza com esperança: “Ainda vou fazer a camuflagem da aréola, uma tatuagem. Estou cuidando da minha saúde e também da minha autoestima”.

 
 
 

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