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Estados Unidos sinaliza que pode adiar tarifaço ao Brasil

  • 18 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Diplomata dos EUA sinaliza possível recuo em tarifa sobre produtos brasileiros


O encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, indicou a possibilidade de adiamento da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. A sinalização ocorreu após uma reunião com o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo.


A percepção após o encontro, realizado na quarta-feira (16), foi de que há margem para negociação entre os dois países. Escobar também se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


Essa não seria a primeira vez que o governo norte-americano adia a adoção de sobretaxas. Em abril, medidas semelhantes chegaram a ser anunciadas, mas não foram implementadas.


Bolsonaro diz que quer intermediar negociação com Trump


Já na quinta-feira (17), durante visita ao Senado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que foi o criador do PIX e se ofereceu para negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão do tarifaço. Ele criticou os impactos que o sistema de pagamentos teria causado aos bancos americanos, motivo que levou à abertura de uma investigação comercial contra o Brasil por parte dos EUA.


“O PIX tem nome: Jair Bolsonaro. Antes do PIX, você usava cartão. Os bancos perderam comigo, com PIX, TED e DOC, mais de R$ 20 bilhões. E eu não taxei o PIX”, declarou Bolsonaro, sugerindo que poderia liderar as tratativas com os EUA — desde que tivesse seu passaporte de volta.


O passaporte de Bolsonaro foi apreendido pela Polícia Federal em fevereiro, no contexto da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Apesar de suas declarações, o desenvolvimento do PIX começou ainda no governo Michel Temer, sob comando do Banco Central, e foi lançado oficialmente em 2020.


“Acho que teria sucesso numa audiência com o presidente Trump. Estou à disposição. Se me derem um passaporte, eu negocio”, completou Bolsonaro.

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